fiquei viúvo

Fiquei viúvo(a) e agora? Em algum momento da vida, muitos de nós vamos fazer esta pergunta um dia, por isso, para evitar maiores traumas, é importante se preparar desde cedo e saber que as pessoas não vivem para sempre.


FIQUEI VIÚVO(A), COMO RECOMEÇAR A VIDA?

Assumir a viuvez nem sempre é fácil, mas se a pessoa tiver filhos e netos, ela deve pedir força à Deus para continuar sua caminhada. Na atualidade, já não vemos mais mulheres vestidas de preto com véu na cabeça, e com um crucifixo na mão.

Os viúvos modernos conseguem sair, realizar suas atividades ao lado de filhos e netos tranquilamente, até porque, os idosos têm muitas opções de lazer e cultura para curtir o fim de semana.

Muitos conseguem até terapias gratuitas para acalmar o espírito e não deixar que a saudade se transforme em tristeza.

De acordo com professores de Psicologia da PUC, o ideal é que o viúvo(a) esteja rodeada de amigos, e assim, proporcionar-lhe uma rotina adequada.

Ao ter uma rotina normal, a pessoa não terá tempo para se entregar à tristeza total. Confira a seguir, alguns procedimentos para deixar sua vida mais leve.

1. APRENDA A LIDAR COM A REALIDADE DA PERDA 

Nos primeiros 6 meses, a pessoa sente mais dificuldade de lidar com a falta do companheiro que se foi. Após um ano, se nada for feito, ficará difícil realizar atividades básicas do dia a dia. 

Aqui, é importante trabalhar a gestão emocional, e até mesmo, partir para um novo relacionamento. 

2. PROBLEMA RELACIONADO AO GÉNERO

Homens e mulheres lidam com o luto de forma diferente, se tiver filhos a dificuldade só aumenta. Homens quando estão nesta fase, procuram focar em atividades mais corriqueiras como mexer em ferramentas ou fazer pequenos consertos. 

As mulheres se rendem à solidão, e muitas vezes não saem de casa, se elas têm filhos na adolescência, a situação complica mais ainda. Muitas ficam com medo de trazer um novo parceiro para a casa.

Mas, neste caso, vale a questão do diálogo, com isso, os filhos vão conquistando o novo parceiro, proporcionando harmonia ao ambiente. 

3. NUNCA SUBSTITUA NINGUÉM 

Para ter equilíbrio e bom senso, a pessoa deve saber que cada história é única, e que nenhum cidadão deve ser substituído. O ser humano entra em nossa vida para somar e trazer alegrias.


Muitos viúvos contam que o apoio da família é extremamente necessário para um recomeço fortalecido. Trabalhar a parte espiritual também é fundamental para manter o ânimo do espírito. 

4. CADA UM TEM SEU TEMPO DE EXPRESSAR A DOR 

Quando perdemos alguém, é normal que nossos familiares se sintam preocupados connosco, no entanto, o que eles não sabem é que cada ser humano tem seu tempo de expressar a dor da perda. 

Independente de ser homem ou mulher, não há uma regra a ser seguida, os parentes só devem ter cuidado para a pessoa não entrar em depressão. 

O TEMPO É A MELHOR CURA PARA TODAS AS DORES

O tempo é a melhor cura para todas as dores

O tempo nos ajuda a respeitar a memória daquele(a)  que se foi, e ainda organiza de novo nossa rotina. O próprio Rei Salomão, no livro de Eclesiastes, nos ensina que há tempo para chorar, e que temos que respeitar esse tempo para aliviar nossa alma. 

Ao lembrar alguma situação agradável do passado com seus familiares também pode ajudar a passar o tempo e a aliviar a dor da alma. 

Os sentimentos ruins também precisam ser expostos para fora, pois como sabemos, na vida temos que encarar situações boas e ruins, e com elas vamos aprendendo até a morte. 

Durante a vida, temos que lidar com resiliência constantemente, pois são em horas como esta que provamos o quanto somos capazes de viver sozinhos. 

TEMOS QUE GUARDAR ACESSÓRIOS DE FAMILIARES FALECIDOS?

Essa é uma dúvida cruel para muitas pessoas indecisas, para alguns os acessórios podem trazer boas lembranças, logo, para outros, não há necessidade de ter objetos que a pessoa usava para poder lembrar de bons momentos. 


No entanto, isso não impede as pessoas de doarem objetos que foram de seus familiares, nessa hora a consciência de cada um é o que realmente vale. 

COMO TRAZER O VIÚVO AO CONVÍVIO SOCIAL NOVAMENTE?

Os familiares e amigos podem montar uma rotina simples, com base naquilo que o viúvo(a) gosta de fazer, como caminhar pela manhã, ir à um encontro religioso, ou visitar amigos e parentes, por exemplo. 

É importante consultar a pessoa sobre o que ela realmente quer fazer e qual a sua disponibilidade, seja física, psicológica, ou mesmo a espiritual. 

Monte uma rotina tranquila no começo sem muitos afazeres, e vá aumentando a medida que o viúvo apresentar evolução com relação ao convívio social. 

O mesmo poderá fazer isso, caso ele começar a se sentir bem mais a vontade para incluir atividades em sua agenda. 

RESPEITE O ESPAÇO DO PRÓXIMO

 Embora os familiares queiram ajudar neste momento difícil, temos que saber até que ponto a pessoa necessita de ajuda e se de fato, ela quer nossa ajuda. 

Ouvir seus anseios e mágoas é o começo de tudo, e assim podemos entender junto com o viúvo onde este deseja chegar, e como ele quer fazer para aliviar a sua dor. 

Caso a pessoa não queira nossa ajuda num primeiro momento, temos que esperar até a pessoa decidir que quer voltar a ter convívio social. Dê tempo ao tempo, e aguarde até que o viúvo(a) tome sua decisão.

FIQUEI VIÚVO, AGORA É HORA DE SER FELIZ

Fiquei viúvo é hora de ser feliz

Após concedermos todas essas dicas, agora ficou simples criar uma rotina mais agradável e alegre. É claro que você deve respeitar seu período de dor, mas evite procrastinar demais. 

Pois, o luto a longo prazo pode sim se transformar em depressão. Conforme informamos, há muitos viúvos que fazem terapia para conseguirem aliviar sua dor, talvez esse possa ser seu caso.

Invista em atividades onde possa ser possível ver um maior número de pessoas, como cursos de dança e de artesanato, por exemplo. Para saber mais sobre como ser mais alegre depois de perder um ente querido, não deixe de acompanhar nosso site.